Mendonça determina afastamento de Andrei Rodrigues da direção da PF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues dos cargos de delegado e diretor-geral da Polícia Federal. A decisão também afasta Leandro Almada da Costa dos cargos de delegado e diretor de Inteligência Policial da PF.

A medida foi tomada no âmbito da Petição 16.662. A decisão ocorre depois de o Partido Novo apresentar uma petição solicitando “providências necessárias à preservação da independência, da integridade e da efetividade das investigações em curso”, diz o texto. O pedido diz respeito à investigação do caso do Banco Master.

O argumento é que, nas mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, há citações ao nome de “Andrei”. A Polícia Federal identificou a pessoa citada como sendo o Diretor-Geral da instituição.

Além disso, cita a recente determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, como parte do inquérito das Fake News, de levantar o sigilo de “relatórios de inteligência” produzidos pela PF, onde Mendonça indica “a superlativa gravidade e ilicitude na produção”.

Após a divulgação de supostas conversas do Ministro Alexandre de Moraes com Vorcaro, Moraes utilizou esses relatórios da PF para acusar Mendonça de cometer crimes de abuso de autoridade, de responsabilidade e de improbidade administrativa na condução do caso Banco Master.

Na sexta-feira (4), o presidente do STF, Edson Fachin, interveio. Ele retirou o pedido de Moraes desse inquérito e cobrou explicações dos envolvidos.

Sessão virtual

Mendonça solicitou que houve sessão virtual nesta terça-feira, na Segunda Turma, para referendo de sua decisão. A sessão já foi convocada por Fux, presidente da Segunda Turma.

Fazem parte da segunda turma do STF: os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques, além de Fux e de Mendonça.

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