Homem, estética e corpo: cirurgia plástica deixa de ser tabu e ganha espaço na busca masculina por um físico mais definido

De “metrossexual” a autocuidado: número de cirurgias estéticas realizadas por homens no mundo praticamente dobrou em sete anos, devido à busca cada vez mais pela definição corporal, redução de gordura localizada e aparência natural

Durante décadas, falar sobre cirurgia plástica masculina significava, muitas vezes, enfrentar uma barreira que ia além da própria indicação médica: a crença de que cuidar da aparência seria incompatível com a masculinidade. Essa percepção mudou. O homem que procura cirurgia plástica deixou de ser necessariamente associado ao estereótipo do “metrossexual”, termo que ganhou força nos anos 2000 para definir o homem excessivamente preocupado com aparência, e passou a representar uma transformação cultural mais ampla: a estética masculina começa a ser encarada como parte do autocuidado, da autoestima e da relação com o próprio corpo. Os números ajudam a dimensionar essa mudança. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o número de procedimentos cirúrgicos estéticos realizados em homens passou de aproximadamente 1,4 milhão em 2018 para 2,8 milhões em 2024, um crescimento de 95,7% em sete anos. No Brasil, o movimento acontece em um dos maiores mercados de cirurgia plástica do mundo. O país registrou cerca de 3,1 milhões de procedimentos estéticos em 2024, segundo o levantamento mais recente da ISAPS, ficando entre os líderes mundiais. Para o cirurgião plástico Dr. Seung Hoon Lee, a mudança não significa simplesmente que os homens ficaram mais vaidosos. Trata-se de uma transformação na maneira como a própria masculinidade passou a incorporar o cuidado com o corpo.

Do “metrossexual” ao homem que cuida de si

O termo “metrossexual” ajudou a nomear, no início dos anos 2000, um comportamento que parecia romper com os padrões tradicionais de masculinidade. O homem que cuidava da pele frequentava salões, investia em roupas, alimentação e aparência passaram a ocupar um novo espaço cultural. Duas décadas depois, entretanto, o conceito parece insuficiente para explicar o comportamento atual. O homem contemporâneo não necessariamente busca uma aparência excessivamente produzida. Em muitos casos, o objetivo é justamente o contrário: parecer descansado, saudável, atlético e proporcional, sem que o procedimento seja perceptível. Essa mudança também aparece nos consultórios de cirurgia plástica. O levantamento da ISAPS mostra que, entre os homens, procedimentos faciais e corporais continuam ocupando espaço importante, enquanto técnicas de contorno corporal ganham relevância para pacientes interessados em reduzir gordura localizada e evidenciar uma estrutura muscular que já existe. A busca masculina, portanto, não se resume a “ficar bonito”. Muitas vezes, trata-se de aproximar a aparência física da imagem que o paciente já construiu sobre si mesmo.

O corpo torneado como novo símbolo de autocuidado

Academia, alimentação equilibrada, suplementos, monitoramento de composição corporal e tratamentos estéticos passaram a fazer parte da rotina de muitos homens. Nesse contexto, a cirurgia plástica aparece como mais uma ferramenta e não como substituta de hábitos saudáveis. Um dos procedimentos que ganhou espaço nesse cenário é a lipoaspiração de alta definição, conhecida como Lipo HD, técnica que busca trabalhar o contorno corporal e evidenciar determinadas linhas anatômicas. O próprio Dr. Seung Lee possui formação e experiência com Lipo HD, tendo realizado treinamento com o cirurgião Alfredo Hoyos, criador da técnica. A proposta, entretanto, não é simplesmente “tirar gordura”. O planejamento masculino precisa considerar características anatômicas específicas, distribuição de gordura, musculatura, espessura da pele e proporções corporais.

“O homem que procura uma cirurgia de contorno corporal geralmente não está buscando transformar completamente o próprio corpo. Muitas vezes, ele quer revelar uma estrutura que já existe, mas que está escondida pela gordura localizada ou por alterações do contorno corporal.”  Expõe o doutor.

O crescimento do público masculino também representa uma quebra de crença. Por muito tempo, homens foram socialmente estimulados a esconder inseguranças relacionadas ao corpo. A preocupação com barriga, gordura localizada, ginecomastia, envelhecimento facial ou flacidez poderia ser interpretada como futilidade. Hoje, essa lógica está sendo questionada. A procura masculina por procedimentos estéticos aumentou em diferentes mercados. Uma reportagem da Reuters publicada em agosto de 2026 mostrou o crescimento da presença masculina em clínicas de estética e relacionou o fenômeno à popularização de medicamentos para emagrecimento, às redes sociais e à mudança das percepções sobre masculinidade. Nos Estados Unidos, homens realizaram 1,7 milhão de procedimentos estéticos em 2024, segundo a American Society of Plastic Surgeons, alta de 2,7% em relação ao ano anterior.  O movimento é especialmente perceptível entre homens que passaram por grandes transformações físicas. Depois de emagrecer, ganhar massa muscular ou mudar radicalmente os hábitos, alguns pacientes percebem que determinadas áreas do corpo não acompanham a transformação. É nesse momento que a cirurgia de contorno pode ser considerada. Um dos principais desafios da cirurgia plástica masculina é justamente encontrar o equilíbrio entre definição e naturalidade. A busca pelo chamado “abdômen tanquinho” pode levar alguns pacientes a referências irreais encontradas nas redes sociais. Fotografias com iluminação específica, contração muscular, edição digital e ângulos estratégicos podem criar expectativas incompatíveis com a anatomia individual. Por isso, a indicação cirúrgica precisa partir da avaliação do corpo real.

 “Não existe um abdômen masculino ideal que possa ser reproduzido em qualquer paciente. O resultado precisa respeitar a anatomia, a musculatura e as proporções daquele indivíduo. A cirurgia deve melhorar o contorno, e não criar um corpo artificial.” Afirma, Dr. Seung Lee.

Essa preocupação com individualidade também aparece em declarações anteriores do médico sobre os limites da cirurgia plástica. Ao ser questionado se seria possível reproduzir no paciente o abdômen ou a aparência de outra pessoa, Lee afirmou que um resultado próximo pode ser alcançado dependendo das características individuais, mas ressaltou que “os resultados de uma cirurgia plástica têm um limite.”  Outro ponto que ajuda a explicar o crescimento desse mercado é que alguns procedimentos têm impacto que ultrapassa a aparência. A ginecomastia, por exemplo, caracteriza-se pelo aumento do tecido mamário masculino e pode estar relacionada a alterações hormonais, obesidade, medicamentos ou outras condições. Em determinados pacientes, a cirurgia pode ser indicada para corrigir o excesso glandular e/ou de gordura na região. Também existem pacientes que procuram procedimentos depois de uma grande perda de peso, quando o excesso de pele e a alteração do contorno corporal permanecem mesmo após a redução da gordura. Nesse sentido, a cirurgia plástica masculina passa a ser menos sobre “vaidade” e mais sobre coerência entre o corpo, a autoimagem e a qualidade de vida.

O novo homem não quer necessariamente parecer operado

Existe ainda uma mudança importante no padrão de resultado desejado. Se, no passado, alguns procedimentos masculinos poderiam estar associados a transformações evidentes, hoje uma parcela dos pacientes busca exatamente o oposto: um resultado que pareça natural. A lógica é semelhante à observada em outras áreas da estética: o paciente quer parecer melhor, mais descansado ou mais definido — mas não necessariamente quer que as pessoas saibam que realizou uma cirurgia. Essa busca por naturalidade também modifica o planejamento médico. Em vez de simplesmente retirar o máximo possível de gordura, por exemplo, o cirurgião precisa avaliar onde existe gordura localizada, onde há musculatura aparente, como a pele responderá e quais linhas anatômicas podem ser valorizadas sem criar um resultado artificial.

 “O objetivo não é transformar o homem em outra pessoa. É fazer com que o corpo tenha mais harmonia e que o resultado esteja de acordo com aquilo que o paciente busca, sem ultrapassar os limites da anatomia.” Afirma o cirurgião

A expansão da cirurgia plástica masculina revela uma mudança cultural maior. O homem que faz cirurgia plástica não necessariamente está mais preocupado com aparência do que as gerações anteriores. Ele pode simplesmente estar menos disposto a aceitar uma insatisfação corporal como algo que precisa ser escondido. A mudança é especialmente significativa porque rompe com uma crença antiga: a de que admitir uma insegurança estética seria sinal de fraqueza ou vaidade excessiva. Hoje, cuidar da aparência pode coexistir com esporte, carreira, família, saúde e envelhecimento. A estética passa a ser entendida como parte de uma decisão individual. E talvez essa seja a verdadeira quebra de paradigma: o homem não precisa mais escolher entre ser “masculino” e cuidar do próprio corpo. O crescimento desse público também exige cuidado.O aumento da procura não significa que todos os homens sejam candidatos a procedimentos cirúrgicos. Cirurgia plástica é uma intervenção médica e precisa ser indicada depois de avaliação individual, considerando histórico clínico, expectativas, composição corporal e condições de segurança. O desejo por um corpo mais definido também não deve ser confundido com uma promessa de transformação ilimitada. Para o Dr. Seung Lee, o planejamento precisa começar justamente pela compreensão dos limites.

 “A cirurgia plástica pode ser uma ferramenta importante para o contorno corporal, mas ela não substitui alimentação, atividade física ou acompanhamento médico. O resultado mais interessante é aquele que respeita o corpo do paciente e pode ser mantido ao longo do tempo.” Endossa.

O cenário atual mostra que a cirurgia plástica masculina deixou de ocupar um espaço marginal para integrar uma conversa muito mais ampla sobre autocuidado, autoestima, saúde, envelhecimento e imagem corporal. O “metrossexual” já não explica sozinho esse comportamento. O que aparece agora é um homem que quer cuidar do corpo sem necessariamente pedir desculpas por isso, e que, em alguns casos, entende a cirurgia plástica não como uma mudança de identidade, mas como uma ferramenta para alinhar sua aparência à forma como deseja se enxergar. A cirurgia plástica masculina deixou de ser segredo. Agora, tornou-se comportamento, mercado e autocuidado, e, na era dos medicamentos para perda de peso, pode estar se transformando também na etapa final de uma das maiores mudanças corporais da medicina atual.

SOBRE O DR. SEUNG LEE

O Dr. Seung Lee é cirurgião plástico com atuação em São Paulo e trajetória marcada por sólida formação médica, especialização e constante atualização técnica. Formado em Medicina pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Federal de Ipanema e residência em Cirurgia Plástica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ao longo de sua formação, realizou estágio/aperfeiçoamento em cirurgia plástica estética na Coreia do Sul e treinamentos voltados ao contorno corporal e à Lipo HD.  Ao longo de sua carreira, ampliou sua formação por meio de cursos, aperfeiçoamentos, congressos e treinamentos voltados à cirurgia estética e às técnicas contemporâneas da especialidade, com destaque para procedimentos de face, cirurgia mamária, contorno corporal e tecnologias associadas à evolução da cirurgia plástica. Seu expertise é pautada pela combinação entre conhecimento clinico e anatômico, precisão técnica, planejamento cirúrgico, protocolo de prevenção de ocorrências no pré, no durante e no pós-cirúrgico, e seu olhar estético individualizado. Para o Dr. Seung Lee, cada procedimento deve considerar não apenas a transformação desejada pelo paciente, mas também suas características físicas, fisiológicas e suas expectativas. Sua visão é contemporânea frente a especialidade, a qual busca integrar ciência, tecnologia e experiência para desenvolver estratégias cirúrgicas personalizadas, valorizando resultados naturais, harmônicos e coerentes com a identidade de cada paciente.

CRM/SP 174914 | RQE 59954

SOBRE A CLÍNICA DE CIRURGIA PLÁSTICA DR. SEUNG LEE

A Seung Lee Cirurgia Plástica® é uma clínica especializada em cirurgia plástica localizada em São Paulo, criada a partir da visão do Dr. Seung Lee de oferecer uma experiência diferenciada, baseada em excelência técnica, planejamento individualizado e atendimento personalizado, em um ambiente acolhedor e premium. Com uma proposta arrojada, a clínica atua em diferentes áreas da cirurgia plástica, reunindo procedimentos de face, cirurgia mamária e contorno corporal. Entre os tratamentos e procedimentos realizados estão abdominoplastia, cirurgias mamárias, cirurgias da fFace, lipo ultra HD e outras abordagens voltadas à transformação e harmonização corporal. A clínica também trabalha com protocolos e técnicas contemporâneas da cirurgia plástica, buscando incorporar conhecimento, inovação e evolução científica à experiência do paciente. Mais do que um espaço para realização de procedimentos, a Seung Lee Cirurgia Plástica foi concebida para oferecer uma jornada completa, que começa na avaliação e no planejamento individualizado e se estende ao acompanhamento durante todo o processo cirúrgico e pós-operatório. Com uma estrutura voltada à integração de diferentes áreas de cuidado, a clínica traduz um conceito de cirurgia plástica que  combina tecnologia, precisão, sofisticação e atenção aos detalhes, colocando a individualidade do paciente no centro de cada experiência.
 

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