A icônica artista Dolly Parton faleceu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, em Nashville, Tennessee. A informação sobre seu falecimento foi divulgada por seu assessor de imprensa através de um comunicado oficial.
Com uma trajetória que abrangeu música, cinema, televisão e negócios, Dolly deixou um legado de centenas de canções. Entre suas obras mais célebres estão “Jolene”, “Coat of Many Colors”, “I Will Always Love You” e “9 to 5”. Suas composições alcançaram mais de 100 milhões de cópias vendidas globalmente e ultrapassaram 1 bilhão de reproduções nas plataformas digitais.
Da infância no Tennessee ao estrelato
Nascida em uma família com dificuldades financeiras no Tennessee, Dolly era a mais nova entre 12 irmãos. Suas primeiras experiências como artista ocorreram na igreja, onde seu avô exercia a função de pastor. Desde os 10 anos, ela já tocava violão e se apresentava em programas locais de televisão. Aos 13 anos, fez sua estreia no renomado Grand Ole Opry, em Nashville.
Após finalizar o ensino médio em 1964, Dolly decidiu se mudar para Nashville a fim de seguir sua carreira musical. A parceria com Porter Wagoner foi crucial para que ela ganhasse destaque na indústria da música. Sua participação no programa televisivo do cantor resultou em um contrato com a RCA e seu primeiro sucesso solo foi a canção “Joshua”.
Em 1973, lançou “Jolene”, que rapidamente alcançou o topo das paradas country e se tornou uma das suas composições mais emblemáticas. No ano seguinte, escreveu “I Will Always Love You” como uma forma de despedida a Wagoner. Anos mais tarde, a versão interpretada por Whitney Houston para o filme “The Bodyguard”, lançado em 1992, transformou essa canção em um fenômeno mundial.
Do country ao cinema
Dolly expandiu sua carreira além da música country com o sucesso “Here You Come Again”, que lhe rendeu seu primeiro Grammy em 1979. Outros grandes sucessos incluem “9 to 5” e o dueto “Islands in the Stream” ao lado de Kenny Rogers. Em 1987, ela colaborou com Linda Ronstadt e Emmylou Harris no álbum “Trio”, que vendeu mais de um milhão de cópias.
No cinema, ela fez sua estreia em um papel importante no filme “9 to 5”, contracenando com Jane Fonda e Lily Tomlin. Além disso, participou de outras produções cinematográficas como “The Best Little Whorehouse in Texas” e “Steel Magnolias”. Ao longo dos anos, também esteve presente em diversas produções televisivas e publicou livros, incluindo um romance escrito em parceria com James Patterson.
Filantropia e prêmios
Fora dos holofotes, Dolly fundou a Imagination Library, um projeto que distribui livros gratuitamente para crianças inspirada pelas dificuldades enfrentadas por seu pai na alfabetização. Ela também criou a Dollywood Foundation e transformou o parque Dollywood, localizado no Tennessee, em uma das principais atrações turísticas da região.
Após um devastador incêndio florestal nas Smoky Mountains em 2016, organizou uma campanha beneficente e estabeleceu um fundo que oferecia assistência financeira mensal aos residentes cujas casas foram danificadas ou destruídas.
Dolly Parton acumulou 55 indicações ao Grammy ao longo da carreira e conquistou o prêmio dez vezes, tornando-se a terceira mulher com mais indicações na história do Grammy, atrás apenas de Beyoncé e Taylor Swift. Ela também foi homenageada no Country Music Hall of Fame e no Rock & Roll Hall of Fame além de ter recebido o Jean Hersholt Humanitarian Award da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas previsto para ser entregue em 2025.
Parton manteve um casamento duradouro com Carl Dean desde os anos 1960 até seu falecimento em 2025, quando tinha 82 anos. Um musical inspirado na vida dela intitulado “DOLLY: A True Original Musical” estava agendado para estrear em dezembro de 2026.
