Caros leitores, o final de outubro se aproxima, mas as estreias nos cinemas continuam a surpreender. A qualidade das produções, entretanto, é uma questão à parte. Para ajudar vocês a decidir se valem a pena ou não, me ofereço como cobaia: assisto aos filmes e compartilho minhas impressões — positivas ou negativas. Acredito que esta seja uma mescla de crítica e desabafo, pois, convenhamos… Quando um filme é realmente ruim, não temos grandes expectativas (respira fundo). Então, sem mais delongas, vamos falar sobre “Murder Mouse: Parque da Morte”!
Pessoal, já é sabido que muitos personagens ao longo do tempo entram em domínio público. E qual a razão para não pegar figuras adoráveis como o Ursinho Pooh e transformá-las em assassinos em roteiros de terror? Assim surgiram essas “obras-primas” do gênero — frase carregada de ironia, claro. O próximo ícone a ser explorado nessa nova tendência é o nosso querido Mickey Mouse.
Meus amigos, honestamente, não há muito a dizer. Existe um público que aprecia esse tipo de produção e certamente irá adorar este filme. Há também os curiosos, como eu, que gostam de explorar diferentes obras cinematográficas. Sabendo disso, já preparei minha mente para uma experiência bem abaixo das expectativas. Agradeço por ter assistido em uma cabine de imprensa virtual. Mas, galera… não consegui me conectar com o filme.
Considerando que se trata de um longa-metragem com orçamento extremamente reduzido, é compreensível que não se possa esperar muito. Ok! Mas imaginei que ao menos me divertiria ou daria algumas risadas durante a exibição. Não vou mentir: em certos momentos até esbocei um leve sorriso. Contudo, a produção realmente leva a sério sua proposta de baixo custo.
No início, pensei que poderia ser algo interessante, principalmente quando a primeira jovem é atacada. Porém, logo percebi que era apenas uma ilusão. Imaginei um grupo típico em direção a um local isolado — neste caso, um parque de diversões amaldiçoado — onde cada um deles faria escolhas absurdas e acabaria sendo atacado pelo Mickey. Contudo, parece que até isso era pedir demais da produção. Hahaha.
O enredo tenta juntar vários núcleos narrativos como se estivesse usando fita adesiva para colar tudo junto. No entanto, essa ‘fita’ carece de força e acaba desmoronando sob seu próprio peso. O filme faz sentido no final? De modo algum. Um grupo de jovens se reúne para uma festa; supostamente uma garota é atacada; no dia seguinte tudo volta ao normal como se nada tivesse ocorrido. Temos uma família sem credibilidade alguma e um grupo que decide invadir o parque amaldiçoado; do nada surge uma seita ou alguma forma de ocultismo misturado com drogas. E quanto às cenas de ataque tão esperadas em filmes de terror? Praticamente inexistem!
O resultado? Atuações dignas de trabalho escolar. Quando alguém está prestes a ser atacado, existem duas opções: ou a morte acontece fora da tela e o corpo aparece depois ou os golpes são tão fracos que mal parecem reais quando são mostrados na cena. Lembra daquela propaganda de película para celular nas redes sociais? A vendedora bate com toda sua força nos produtos concorrentes e quando chega no dela parece estar fazendo carinho com o martelo? É exatamente esse tipo de ‘golpe’ que vemos aqui.
Como mencionei anteriormente, há quem goste desse estilo de produção. Eu me aventurei pela experiência e pelo menos fiz isso no conforto da minha casa. Talvez eu precise explorar mais esse universo para entender melhor suas nuances cinematográficas? O que estou dizendo… Bem, se você faz parte desse público específico, querido leitor, mergulhe fundo! E sério, venha conversar comigo depois; quem sabe você me convence a assistir outro filme?
Um abraço a todos! Thi.
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