O filme que despedaçou meu coração

Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje foi um dia repleto de emoções, começando com uma cabine de imprensa de um filme incrível que em breve comentarei aqui, mas, devido a um embargo, não posso entrar em detalhes. Em seguida, assisti a uma produção que inicialmente pensei ser do tipo “é ruim, mas é divertido”. No entanto, o desfecho me decepcionou completamente! Vamos direto ao ponto e ouvir meus desabafos sobre “Coração Partido”.

Para dar uma ideia do enredo dessa obra cinematográfica, a história gira em torno de uma jovem que busca recomeçar sua vida em uma nova cidade. Contudo, logo ela se vê vítima de bullying na escola – algo bem clichê. A situação muda quando um garoto rebelde da turma se oferece para protegê-la, mas com condições: ela deve obedecer às suas regras. O que começa como um relacionamento forjado rapidamente se transforma em algo intenso e emocionalmente complicado, caracterizado por dependência e vulnerabilidade – definitivamente um vínculo nada saudável!

Eu sou quem saiu dessa sessão com o coração partido. Lembram quando mencionei em “Desejo em Manhattan” que certos filmes nos fazem sentir a necessidade de compartilhar com amigos? Pois bem, em menos de dez minutos daquela projeção, enviei a mensagem: “Amigo, ou vou ter que comer minhas palavras ou será doloroso acompanhar isso”. Adivinhem só? Foram as duas horas e quatorze minutos mais longas da minha jornada! Sim, essa produção russa tem a audácia de durar tudo isso!

Não posso colocar esse filme diretamente na lista dos “Filmes que ofendem”, pois houve momentos divertidos que realmente me fizeram rir. Algumas situações exageradas são tão cafonas que me arrancaram sorrisos: casais inusitados, romances fofinhos e flertes tímidos têm seu charme. Porém, há também muitos momentos ruins. É como comprar uma coxinha no caminho para o trabalho e descobrir que o recheio está congelado. Difícil de engolir!

É comum vermos figuras paternas retratadas de forma negativa: o pai ausente que tenta compensar com dinheiro ou o novo parceiro abusivo. No entanto, reunir todos esses estereótipos e deixar o espectador frustrado sem desenvolver mais a trama não ajuda em nada. Ah, mas como é uma produção russa, precisamos entender pelo contexto social… Não consigo aceitar isso!

Quando finalmente percebi que este filme não seria o “melhor da minha vida”, comecei até a me divertir um pouco. Existem cenas em que temos que abraçar o absurdo e ignorar questões como: “não há nenhum funcionário nessa escola?” ou “por que as adolescentes parecem brigar do nada?”. Vamos combinar: quando uma professora cobra um uniforme do “bad boy”, enquanto ninguém na escola está uniformizado, já dá para prever o tom do filme.

Conforme mencionei no início, eu realmente acreditava que seria aquele filme “tão ruim que acaba sendo bom”, até os 20 minutos finais. Nossa! Os produtores parecem ter pegado tudo que era fraco e transformado em algo ainda pior. A sensação é de que várias histórias foram misturadas – abrindo novos arcos narrativos – e quando perceberam a duração total decidiram concluir tudo da maneira mais anticlimática possível. Eu ainda tinha esperança de que tudo fosse parte de um plano maior… Mas não! Talvez eles tenham pensado: “vamos terminar assim para emocionar o público”. Resultado? Recuso-me a aceitar esse final.

Então, vale a pena investir no ingresso? Na minha sincera opinião: não vale. Quem sabe assistir no streaming algum dia? Mas se você acompanha nossas conversas aqui sabe que opções melhores certamente surgirão.

Por fim, deixo um aviso para aqueles que criticam apenas por criticar os filmes nacionais: há um ano estou assistindo às cabines de imprensa e felizmente NENHUMA produção nacional me desagradou até agora. Portanto, antes de disparar críticas, acompanhe nosso trabalho e vamos celebrar bons filmes juntos! Um abraço a todos! Thi.

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