Caros leitores, a pré-estreia de hoje me deixou um tanto perplexo. Entrei na sala sem saber exatamente o que esperar e saí com mais perguntas do que respostas. Convido vocês a se juntarem a mim para explorar o que é “Dentro da Baleia”. Preparados para essa jornada?
O filme “Dentro da Baleia” traz a história de Jay Gardiner (Austin Abrams), um jovem em luto pela morte do pai. Em busca de respostas e tentando encontrar vestígios de seu pai nas profundezas do mar, ele decide mergulhar no local onde acredita que seu pai perdeu a vida. O que ele não imaginava é que, apesar das instruções recebidas ao longo da vida, o oceano sempre pode apresentar surpresas. Jay estava bem equipado para essa aventura: traje de mergulho, ferramentas adequadas, oxigênio… Contudo, ele não contava em se tornar um “petisco” para uma imensa baleia cachalote de 25 metros e 60 toneladas!
Confesso que minha experiência com esta sessão foi um misto de sentimentos. Pessoalmente, não consegui estabelecer uma conexão com o protagonista ou com a narrativa. No entanto, conversei com outros colegas que tiveram percepções totalmente diferentes. As perguntas iniciais variavam entre: “Como é possível desenvolver uma trama dentro de uma baleia?”; “Utilizarão flashbacks?”; “Ele consegue escapar?”. Afinal, estamos diante de um filme com 105 minutos de duração.
Apesar do meu desejo de me envolver com o drama vivido pelo personagem principal, isso não aconteceu. Percebo que a relação entre pai e filho era complicada, marcada por dificuldades na comunicação, mas no fundo havia entendimento mútuo. Cada um enfrenta o luto à sua maneira, mas eu não consegui abraçar a proposta do filme. Aceito que nem sempre nos conectamos como desejamos, isso faz parte da experiência.
Entretanto, precisamos ser sinceros… Algumas situações dentro dessa narrativa são aceitáveis até certo ponto. Mas quando elas se acumulam uma após a outra… fica complicado de engolir! Parece que o filme segue uma espécie de checklist dos clichês:
- jovem lidando com um luto incompreendido ✅;
- tomar decisões impulsivas ✅;
- mergulhar em áreas sinalizadas como restritas ✅;
- mesmo em um local monitorado, ninguém percebe o mergulho do jovem ✅.
Talvez eu esteja sendo exigente ao querer racionalizar situações que podem não ter sido concebidas para isso. No entanto, essas questões contribuíram para minha desconexão com o filme. Reitero que cada um lida com o luto à sua maneira e não estou aqui para julgar.
Ainda assim, fica difícil entender como alguém decide mergulhar em busca de respostas sobre a morte do pai em alto mar apenas porque surgiu a dúvida: “E se o caixão estivesse vazio?”. Isso complica as coisas! Ou talvez seja uma tentativa de mostrar àqueles que já viram “127 Horas” que problemas podem surgir mesmo fora da escalada.
Se conseguirmos aceitar essas diversas situações apresentadas no filme, há potencial para se tornar um entretenimento interessante. Talvez eu estivesse buscando algo mais próximo daqueles filmes em que os personagens precisam escapar de algum lugar? Acredito que minha expectativa tenha ido por esse caminho.
Entretanto, é difícil esperar muito de um longa intitulado “Dentro da Baleia”, não é mesmo? É claro que eu não esperava encontrar enigmas dentro da Charlote (a baleia não tem nome oficial, mas acho que esse combina). Afinal, estamos tratando de um animal real e imaginei que fosse mais voltado para o lado da busca por uma saída.
Falando sobre Charlote, devo destacar que a representação do ambiente subaquático foi impressionante! Não sei como foram filmadas as cenas submersas, mas realmente transmite a sensação de estar imergindo junto com Jay. Tudo parece muito autêntico; acredito que houve um esforço significativo na pós-produção para evitar qualquer aparência artificial na representação da baleia.
Um ponto positivo é como as pausas na trilha sonora evocam o silêncio profundo do mar. Isso realmente cria tensão na cadeira do espectador. No entanto, surgem narrações off camera em alguns momentos e quebram essa imersão… Sem mencionar os flashbacks.
Essa foi minha vivência em relação ao filme. É possível que você tenha uma perspectiva completamente diferente ao assisti-lo. Portanto, se você aprecia esse tipo de obra cinematográfica, fique à vontade para garantir seu ingresso para “Dentro da Baleia”. E certamente quero saber sua opinião sobre o filme! Combinado?
Um grande abraço e até nosso próximo encontro! Thi.
Este texto sobre Dentro da Baleia: um suspense impactante foi publicado anteriormente.
